Tratamentos

Procedimento Cirúrgico

Cirurgia das Glândulas Salivares

Tratamento cirúrgico de nódulos, tumores e outras doenças das glândulas salivares maiores e menores.

Sobre o tratamento


As glândulas salivares dividem-se em maiores e menores. As maiores incluem as parótidas, submandibulares e sublinguais; as menores distribuem-se por grande parte do trato aerodigestivo superior. Todas podem ser acometidas por doenças benignas ou malignas, o que exige avaliação especializada.

O tratamento cirúrgico é indicado conforme a glândula acometida, o tipo de lesão e os exames realizados antes da operação. O objetivo é remover a doença com segurança, preservar estruturas nobres da região e definir a necessidade de tratamento complementar quando houver diagnóstico oncológico.

Indicações


  • Tumores benignos ou malignos das glândulas salivares
  • Nódulos em parótida, submandibular ou sublingual
  • Infecções ou inflamações de repetição
  • Cálculos salivares com repercussão clínica
  • Lesões suspeitas em glândulas salivares menores

Sinais e sintomas


  • Nódulo de crescimento progressivo, geralmente indolor
  • Inchaço próximo da orelha ou abaixo da mandíbula
  • Dor ou aumento local ao alimentar-se
  • Assimetria facial ou fraqueza na face
  • Boca seca ou redução do fluxo de saliva
  • Caroço persistente na face ou no pescoço

Entendendo as glândulas salivares


Quais glândulas salivares podem ser afetadas?

As glândulas salivares maiores são as parótidas, submandibulares e sublinguais. Além delas, existem centenas de glândulas salivares menores distribuídas ao longo do trato aerodigestivo superior. Todas podem apresentar lesões benignas ou malignas.

Onde a parótida fica e por que ela é importante?

A parótida fica na lateral da face, à frente da orelha, e é a principal localização dos tumores de glândulas salivares. Por essa região passar o nervo facial, o tratamento cirúrgico exige planeamento cuidadoso e execução especializada.

Existem fatores de risco conhecidos?

Não existe um único fator definitivo para explicar esses tumores, mas a exposição prévia à radiação é uma das associações mais citadas. Em alguns casos, a história familiar pode ter relevância, embora muitos tumores surjam sem causa identificável.

Quais sinais e sintomas merecem investigação?

O achado mais comum é um nódulo de crescimento progressivo e geralmente indolor. Em alguns casos podem surgir assimetria facial, fraqueza do nervo facial, dor local ou presença de caroço no pescoço.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico depende da avaliação clínica associada aos exames de imagem e, principalmente, da análise do tecido. Essa definição pode ser feita por punção aspirativa por agulha fina, biópsia com agulha grossa ou outros exames indicados conforme cada caso.

Tratamento cirúrgico


Como é o tratamento dos tumores da parótida?

O tratamento é cirúrgico. Como o nervo facial atravessa a glândula, a operação deve ser feita por cirurgião de cabeça e pescoço com experiência nessa anatomia. Quando o tumor é maligno e há linfonodos comprometidos, esses gânglios também podem precisar ser removidos e a radioterapia pós-operatória pode ser indicada.

Como é o tratamento das glândulas submandibular e sublingual?

Quando a doença acomete a glândula submandibular ou sublingual, em geral remove-se toda a glândula e, se necessário, tecidos ao redor. Nessas regiões passam nervos ligados ao movimento da língua e ao paladar, por isso a extensão da cirurgia depende do avanço da lesão.

Esses tumores respondem bem à radioterapia ou quimioterapia isoladas?

De forma geral, os tumores de glândulas salivares têm tratamento principal cirúrgico. Radioterapia ou outros tratamentos complementares podem ser recomendados em casos selecionados, especialmente quando há malignidade ou doença mais avançada.

Existem riscos ou sequelas possíveis após a cirurgia?

Dependendo da glândula operada e da extensão da doença, podem ocorrer alterações transitórias ou permanentes relacionadas a nervos da face, do canto da boca, da língua ou do paladar. Por isso o planeamento cirúrgico e o seguimento pós-operatório são fundamentais.

Conteúdo de referência adaptado de CECCAPE / SBCCP .

CECCAPE

Agende sua consulta com um especialista

Agendar agora